sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A liberdade e a verdade usadas com objetivos fratricidas.

Durante os obscuros tempos da ex-URSS, um jornal estatal da epóca, cuja rísivel e hipocrita denominação era "pravda"-verdade em português- tinha a pedante missão de informar a verdade oficial e devidamente dilapidada pelo Estado. Foi um desastre. A começar que a leitura do pravda foi praticamente forçada, seja pelo aparelho estatal da propaganda, seja pelo fato de na maior parte do tempo ter sido um jornal gratuito. Ou seja, como não existiam outros jornais de tal envergadura, era o jornal monopolista sob os seios do governo; caso tivesse concorrentes, seriam esmagados pela prática descarada de Dumping.
A liberdade foi por diversas vezes estuprada pelo aparelho do Politburo(o coração do partido): massacres de Stálin contra camponeses que não queriam entregar as terras ao governo eram denominados - na nova realidade verossímil- de socialização das terras, pois o bem era de "todos". E a verdade, de quem era? Era dos poderosos, dos burocratas e dos rufiões que se agregavam no PC da União Soviética. Mancharam a liberdade com o sangue.
Muitas outras vezes, a liberdade foi usada pelos princípios mais pútridos. Cito Mao Tsé Tung com o seu "Grande Salto para a Fome" e especialmente Adolf Hitler, que com o objetivo de tornar "livre" o povo ariano, dizimou milhões de seres humanos judeus e de outras etnias.
Pois então, qual é o meu objetivo ao citar liberdade e verdade? Simples: Quando usadas isoladamente, somente como palavras, podem ser de ulitilidade a fim de manipulação para as maiores barbáries e bestialidades, entretanto, quando se baseiam em ações, costumam servir de ferramentas para o homem na costrução dos seus próprios sonhos...

Não sejamos monstros, sejamos livres.